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Vida Oeiras7 de agosto de 2026

O erro que quase toda a gente comete quando quer melhorar um jardim

A maioria das pessoas não falha por falta de gosto. Falha porque começa pelo sítio errado.

Jardim residencial contemporâneo com vegetação mediterrânica e materiais naturais
Jardim residencial contemporâneo com vegetação mediterrânica e materiais naturais

Jardim residencial contemporâneo com desenho paisagístico integrado.

Há uma experiência comum a muitos proprietários de casas, apartamentos com terraço ou até pequenas varandas.

Vemos um jardim bonito numa revista. Guardamos fotografias no telemóvel. Passamos por uma casa que nos chama a atenção durante um passeio. E pensamos:

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Era exatamente isto que gostava de ter em casa.

Pouco tempo depois compramos algumas plantas, um vaso novo ou uma peça de mobiliário exterior. Mas, por alguma razão, o resultado raramente corresponde àquilo que imaginávamos.

A verdade é que a maioria das pessoas não falha por falta de gosto.

Falha porque começa pelo sítio errado.

Segundo Joana Gomes Pinto, arquiteta paisagista e fundadora da Pluma, este é um dos erros mais comuns quando se tenta transformar um espaço exterior.

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Muitas pessoas começam pelo fim.

Em vez de pensarem primeiro na forma como aquele espaço vai ser vivido, começam por escolher plantas, vasos, materiais ou mobiliário de forma isolada.

O resultado pode funcionar durante algum tempo, mas dificilmente cria um espaço verdadeiramente equilibrado.

E foi precisamente da vontade de ajudar as pessoas a olhar para os seus espaços exteriores de forma diferente que nasceu a Pluma.

Mais do que jardins bonitos

Num concelho como Oeiras, onde existem tantas moradias, pátios, terraços e zonas exteriores com potencial, é fácil perceber porque existe cada vez mais interesse em transformar estes espaços.

Mas aquilo que torna um jardim especial nem sempre é aquilo que salta à vista.

Antes de escolher uma planta, é preciso compreender as características do local. Antes de pensar em mobiliário, é importante perceber como o espaço será utilizado. Antes de desenhar canteiros, convém compreender quem vai viver aquele espaço e o que espera dele.

É precisamente aqui que entra a arquitetura paisagista.

Conversámos com Joana Gomes Pinto para perceber melhor como se pensam espaços exteriores bonitos, funcionais e verdadeiramente adaptados a quem os vive.

Projeto de paisagismo com vegetação mediterrânica e materiais naturais
Projeto de paisagismo com vegetação mediterrânica e materiais naturais

Conversa com Joana Gomes Pinto, fundadora da Pluma

Como nasceu a Pluma?

A Pluma nasceu da vontade de tornar a arquitetura paisagista mais próxima, clara e acessível para quem quer transformar um espaço exterior, mas não sabe por onde começar.

Ao longo do tempo, fui percebendo que muitas pessoas sentem dificuldade em olhar para um jardim, terraço ou varanda e perceber o seu verdadeiro potencial. Muitas vezes existem ideias, referências visuais e vontade de fazer bem, mas falta uma visão global que organize o espaço e transforme essas intenções numa proposta coerente.

A Pluma surge precisamente nesse ponto: como uma marca de paisagismo que alia sensibilidade estética, conhecimento técnico e uma abordagem prática, ajudando cada cliente a construir um espaço exterior mais bonito, funcional e adequado à sua forma de viver.

O que faz exatamente uma empresa de arquitetura paisagista?

Uma empresa de arquitetura paisagista trabalha a relação entre o espaço exterior, a arquitetura, a vegetação, os materiais, as circulações, os acessos, os usos e a experiência das pessoas que vão viver esse lugar.

Não se trata apenas de escolher plantas ou tornar um espaço mais bonito. O trabalho passa por compreender o local, a exposição solar, o clima, o tipo de solo, a manutenção desejada, a forma como o espaço é utilizado e o ambiente que se pretende criar.

A partir daí, é desenvolvido um projeto que pode incluir a organização funcional do espaço, zonas de estadia, circulação, pavimentos, vegetação, iluminação, rega, materiais e outros elementos exteriores.

O objetivo é criar espaços exteriores coerentes, funcionais e duradouros, que façam sentido no dia a dia e não apenas no momento da instalação.

Qual é o erro mais comum quando se pensa num jardim ou terraço?

O erro mais comum é começar pelo fim.

Muitas vezes as pessoas compram plantas, vasos, pavimentos ou mobiliário porque gostam desses elementos individualmente, mas sem existir uma visão global para o espaço.

Depois surgem problemas de escala, falta de conforto, ausência de sombra, pouca privacidade ou simplesmente uma sensação de que nada se relaciona verdadeiramente entre si.

Outro erro frequente é ignorar a manutenção.

Um jardim bonito no primeiro mês não significa necessariamente um jardim bem pensado. É importante perceber quanto tempo e disponibilidade existem para cuidar do espaço ao longo do ano.

Um bom projeto ajuda precisamente a evitar decisões avulsas e a criar uma solução mais equilibrada, tanto do ponto de vista estético como funcional.

Um espaço exterior bonito tem necessariamente de ser caro?

Não necessariamente.

Um espaço exterior bonito tem, acima de tudo, de ser bem pensado.

O orçamento influencia naturalmente as soluções possíveis, os materiais e a dimensão da intervenção. Mas um espaço com um investimento mais contido pode ter um enorme impacto quando existe uma boa estratégia.

Por vezes, mais importante do que fazer tudo de uma só vez, é perceber onde investir primeiro, que elementos são estruturantes e quais as soluções que trazem maior retorno visual e funcional.

Um projeto bem desenvolvido permite tomar decisões mais conscientes e evitar gastos desnecessários.

Que plantas ou soluções funcionam especialmente bem em jardins, varandas ou terraços?

Não existe uma resposta única.

A exposição solar, o vento, a proximidade ao mar, a dimensão dos vasos, a disponibilidade de rega e o nível de manutenção desejado influenciam muito a escolha da vegetação.

Em Portugal, funcionam particularmente bem soluções adaptadas ao clima mediterrânico, com espécies resistentes e de baixa manutenção.

Gosto de trabalhar com vegetação estrutural, aromáticas, gramíneas ornamentais e espécies que tragam movimento, textura e interesse ao longo do ano sem exigirem cuidados excessivos.

Mas mais importante do que seguir tendências é escolher bem para cada contexto específico.

Como é o processo desde o primeiro contacto até ao projeto final?

O processo começa sempre com uma análise do espaço e das necessidades do cliente.

É importante compreender o local, o tipo de intervenção pretendida, o estilo de vida de quem vai utilizar o espaço, o nível de manutenção desejado e as referências visuais existentes.

Depois é desenvolvida uma proposta adequada ao caso concreto.

Dependendo da dimensão e complexidade do espaço, o serviço pode passar por uma orientação técnica mais simples ou por um projeto de paisagismo mais completo.

O objetivo é que o cliente não receba apenas uma ideia bonita, mas uma orientação estruturada que permita avançar com segurança.

Que conselho daria a alguém que tem um espaço exterior e não sabe por onde começar?

O primeiro conselho é simples: não comece pelas compras.

Antes de comprar plantas, vasos ou mobiliário, vale a pena perceber o que se pretende realmente daquele espaço.

Será uma zona para estar? Para receber amigos? Para criar privacidade? Para ter sombra? Para valorizar a casa? Para reduzir manutenção?

Depois disso, é importante observar o espaço: perceber onde bate o sol, onde existe vento, que vistas merecem destaque e como as pessoas circulam naturalmente.

Quando existe uma visão clara, todas as decisões seguintes se tornam mais fáceis.

Porque um espaço exterior não precisa de começar com uma grande obra.

Mas deve começar com uma ideia clara.


3 dicas da Joana para transformar um espaço exterior

  1. Defina primeiro a função do espaço. Antes da estética, é importante perceber como aquele espaço será vivido. Um jardim bonito, mas que não responde às necessidades do dia a dia, acaba por perder valor.
  2. Escolha vegetação adequada ao local. As melhores plantas não são necessariamente as mais populares. São aquelas que funcionam bem nas condições reais do espaço.
  3. Procure coerência entre materiais, vegetação e escala. Um bom espaço exterior não depende da quantidade de elementos, mas da forma como tudo se relaciona. Muitas vezes, simplificar é o que torna o resultado mais elegante e duradouro.

Num momento em que cada vez mais pessoas procuram valorizar a sua casa e criar uma melhor relação com os espaços exteriores, a arquitetura paisagista deixa de ser apenas uma questão estética.

Passa a ser uma forma de viver melhor.

E talvez o primeiro passo não seja comprar uma planta nova.

Talvez seja olhar para o espaço de forma diferente.

Conheça mais sobre o trabalho da Pluma em pluma-paisagismo.com.

Composição paisagista com plantas mediterrânicas num jardim residencial contemporâneo
Composição paisagista com plantas mediterrânicas num jardim residencial contemporâneo

Composição de plantas mediterrânicas integrada num jardim residencial.

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