A linha de costa de Oeiras é um convite constante à descoberta, um cenário onde o azul do Tejo se encontra com a história e a vida quotidiana.
A linha de costa de Oeiras é um convite constante à descoberta, um cenário onde o azul do Tejo se encontra com a história e a vida quotidiana.
Vida Oeiras — quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
A linha de costa de Oeiras é um convite constante à descoberta, um cenário onde o azul do Tejo se encontra com a história e a vida quotidiana. Entre Algés e Caxias, um percurso que muitos de nós fazemos a pé ou de comboio, esconde mais do que belas paisagens: guarda segredos e curiosidades que nos ligam ao passado e ao presente do nosso concelho.
O que saber
O Passeio Marítimo, que se estende por grande parte da nossa costa, é hoje um dos ex-líbris de Oeiras, ligando localidades como Algés, Dafundo, Cruz Quebrada e Caxias. Este percurso, tão familiar para quem vive ou visita o concelho, não é apenas um local para caminhadas ou corridas; é o resultado de um esforço contínuo para valorizar a frente ribeirinha, protegendo a Linha de Cascais e oferecendo um espaço de lazer único. A sua construção, que se intensificou a partir de meados do século XX, transformou uma costa outrora mais selvagem em um dos mais procurados destinos para desfrutar do rio e do sol.
Porque é interessante para Oeiras
Para os oeirenses, este troço da costa é mais do que um caminho; é parte integrante da nossa identidade. É onde criamos memórias em família, onde nos encontramos com amigos, onde desfrutamos da brisa do Tejo ao fim do dia. O Passeio Marítimo simboliza a nossa ligação ao rio e ao mar, a nossa aposta na qualidade de vida e na valorização do espaço público. É um património vivo que nos recorda a evolução de Oeiras, de uma zona de quintas e veraneio a um concelho moderno e dinâmico, mantendo sempre o seu encanto natural e histórico.
Um detalhe curioso
Entre os muitos pontos de interesse, a localidade da Cruz Quebrada guarda um nome que intriga. A origem do topónimo "Cruz Quebrada" é frequentemente associada à existência de uma cruz, possivelmente de pedra, que se encontrava danificada ou "quebrada" num local proeminente, talvez marcando um antigo limite territorial ou um ponto de devoção. Esta cruz, que se perdeu no tempo, deu nome a uma área que hoje é vibrante e acolhedora, mas que carrega na sua designação um eco de histórias e lendas de outros tempos, convidando-nos a imaginar o que ali existiria séculos atrás.
Se fores lá / Como observar
Da próxima vez que percorrer o Passeio Marítimo, seja a partir de Algés em direção a Caxias, ou vice-versa, reserve um momento para observar os detalhes. Repare nas antigas casas de veraneio que ainda se vislumbram, nos pequenos fortes que pontuam a costa, ou simplesmente imagine a paisagem antes da construção do paredão. Ao passar pela Cruz Quebrada, pense na cruz que lhe deu nome e nas histórias que as águas do Tejo testemunharam. Cada passo é uma oportunidade para reconectar com a rica tapeçaria histórica e natural que faz de Oeiras um lugar tão especial.